A importância da manutenção preventiva para evitar prejuízos na frota

Para quem trabalha com transporte, van parada é sinônimo de prejuízo imediato. Além de deixar de faturar no dia, o motorista corre o risco de quebrar contratos de prestação de serviços com escolas ou empresas. É por isso que a manutenção preventiva deve ser tratada como investimento, e não como custo.
Diferente de um carro de passeio comum, as vans comerciais rodam carregadas a maior parte do tempo e enfrentam condições severas de tráfego urbano. Isso faz com que certos componentes cheguem ao fim de sua vida útil muito mais rápido.
O sistema de freios é um dos mais exigidos. Pastilhas e discos devem ser inspecionados a cada 10.000 km, principalmente em vans escolares, devido às constantes paradas de embarque e desembarque. Pastilhas desgastadas não apenas aumentam a distância de frenagem (colocando vidas em risco), mas também danificam os discos de freio, elevando muito o custo do conserto.
A suspensão é outro ponto crítico. Buchas, pivôs e amortecedores sofrem com o asfalto irregular das cidades brasileiras. Uma suspensão desalinhada causa desgaste irregular dos pneus e compromete a estabilidade da van em curvas e frenagens de emergência. A dica de ouro é fazer o rodízio e o alinhamento dos pneus a cada 10.000 km.
Por fim, não negligencie a troca de óleo do motor e dos filtros (óleo, ar e combustível). O motor diesel necessita de lubrificação perfeita para operar sob altas temperaturas. Utilizar o óleo correto especificado pelo fabricante e substituí-lo no prazo correto evita a formação de borra e garante que o motor atinja mais de 500.000 km sem precisar de retífica.
