MEI ou ME para motorista de van: qual CNPJ abrir e quanto custa
Trabalhar com van na informalidade fecha portas: empresa não contrata sem nota fiscal, banco não financia bem sem comprovação de renda, e a Receita não perdoa para sempre. A formalização é barata e simples — a questão é escolher o formato certo para o seu momento.
MEI: a porta de entrada
O Microempreendedor Individual custa uma guia mensal fixa (DAS) de valor baixo, que já inclui INSS e os impostos. Permite emitir nota fiscal, ter CNPJ para abrir conta PJ e comprovar renda para financiamento.
- Limite de faturamento: R$ 81 mil/ano no formato atual — fique atento, pois quem fatura acima precisa migrar.
- Atividades permitidas no transporte: o MEI aceita ocupações como transporte escolar e transporte municipal de passageiros, além de entregas. Atenção: transporte intermunicipal e interestadual de passageiros tem restrições no MEI — verifique o CNAE da sua operação antes de abrir.
- Só o titular: MEI permite no máximo 1 funcionário. Segunda van com segundo motorista já aponta para ME.
ME (Microempresa): o passo seguinte
Quando o faturamento passa do teto do MEI, ou o CNAE necessário não é permitido, o caminho é a ME no Simples Nacional. Os impostos passam a ser percentuais do faturamento (começando na faixa de ~6% para serviços de transporte, variando por anexo e receita), e entra a necessidade de contador — custo mensal que se paga com as portas que abre: licitações, contratos corporativos e fretamento regulado.
O que a formalização destrava na prática
- Contratos com empresas e escolas particulares — quase todos exigem nota fiscal.
- Financiamento e consórcio PJ, muitas vezes com condições melhores que PF.
- Registro na ANTT/agência estadual, obrigatório para fretamento e carga remunerada.
- Aposentadoria e benefícios do INSS pagando o mínimo dentro da lei.
Formalizado, com CNPJ e extrato organizado, o financiamento da próxima van fica muito mais fácil — e a Primeira Van trabalha com bancos que atendem MEI e ME. Fale com nossa equipe.
