Fiat Ducato: os problemas mais comuns do motor 2.3 Multijet e como resolver
A Fiat Ducato conquistou espaço no mercado brasileiro pelo preço competitivo e pelo bom espaço interno. O motor 2.3 Multijet é durável e econômico, mas alguns componentes merecem monitoramento constante de quem roda todos os dias.
Volante bimassa e embreagem
O conjunto de embreagem com volante bimassa é o item de desgaste mais caro da Ducato. Trepidação ao sair com a van carregada e barulho de 'ferragem solta' em marcha lenta indicam que o volante está no fim da vida útil. A troca deve ser sempre do kit completo (platô, disco, rolamento e volante) — economizar trocando só o disco resulta em retrabalho em poucos meses.
Sistema de arrefecimento
Reservatórios de expansão trincados e mangueiras ressecadas são queixas comuns após os 100.000 km. Motor diesel não tolera superaquecimento: uma junta de cabeçote queimada custa mais de dez vezes o valor da manutenção preventiva do sistema. Verifique o nível do aditivo semanalmente e faça a troca completa do fluido a cada 2 anos.
Válvula EGR carbonizada
Em uso urbano com muito anda e para, a válvula EGR acumula fuligem e trava, causando perda de potência, marcha lenta irregular e luz de injeção acesa. A limpeza preventiva a cada 40.000 km mantém o fluxo de gases correto e evita a substituição da peça.
- Óleo recomendado: siga a especificação do manual (geralmente ACEA C2/C3) e troque a cada 10.000 km em uso severo.
- Filtro de combustível: troque no prazo. Diesel contaminado é a principal causa de morte prematura dos bicos injetores.
- Correia dentada: diferente da Sprinter, a Ducato usa correia — respeite rigorosamente o intervalo de troca do manual.
Na Primeira Van, todas as Ducato seminovas passam por inspeção mecânica completa antes de ir para o estoque. Confira as unidades disponíveis na nossa página de estoque.
